"Finalmente, é indiscutível que o conceito de uma sociedade de decrescimento recorda o estado estacionário de Mill ou as primeiras aspirações de alguns defensores do desenvolvimento sustentável. Os autores do primeiro informe ao Club de Roma (Meadowns et al.) apontam tal como escreveu John Stuart Mill:'A população e o capital são as duas grandes constantes que hão de permanecer em um mundo em equilíbrio. Todas as atividades humanas que não suponham um consumo excessivo de materiais insubstituíveis, que não degradem irreversivelmente o meio ambiente, poderão crescer indefinidamente. Em particular, aquelas atividades que muitos consideram as mais desejáveis e mais satisfatórias, como a educação, a arte, a religião, a investigação fundamental, os esportes e as relações humanas, poderão prosperar' (Dennis Meadows et al. 1992)Para Mill, a teoria do estado estacionários reflete a ideia de que com o tempo, por sua própria dinâmica, o capitalismo pouco a pouco dará lugar a uma sociedade cujos valores serão mais respeitosos com o ser humano e a natureza; porem, a diferença do economista inglês, notamos que não é assim e acreditamos que só uma ruptura com o sistema capitalista, com o consumismo e o produtivismo pode evitar o desastre. As mentes superficiais e “cornucopianas” (literalmente falando, quem acredita na cornucópia da abundancia) podem por no mesmo saco todos os que propõem uma análise dos “limites” do crescimento os tachando de “pessimistas” (o que é justo para Malthus e Ricardo, mas não é para Mill e Meadows). Em vez disso os partidários do decrescimento tem uma visão que não pode ser descrita como pessimista. Ao contrário, o questionamento da exploração ilimitada dos recursos do planeta só pode ser benéfico para a humanidade. As inovações e melhoras qualitativas por sua vez não tem nenhuma razão para cessarem.”-Serge Latouche, La sociedade de la abundancia frugal (2011) Tradução Livre.https://www.facebook.com/decrescimento.e.anarquismo/photos/a.727548993977189.1073741828.723747037690718/737852099613545/?type=1

"Finalmente, é indiscutível que o conceito de uma sociedade de decrescimento recorda o estado estacionário de Mill ou as primeiras aspirações de alguns defensores do desenvolvimento sustentável. Os autores do primeiro informe ao Club de Roma (Meadowns et al.) apontam tal como escreveu John Stuart Mill:

'A população e o capital são as duas grandes constantes que hão de permanecer em um mundo em equilíbrio. Todas as atividades humanas que não suponham um consumo excessivo de materiais insubstituíveis, que não degradem irreversivelmente o meio ambiente, poderão crescer indefinidamente. Em particular, aquelas atividades que muitos consideram as mais desejáveis e mais satisfatórias, como a educação, a arte, a religião, a investigação fundamental, os esportes e as relações humanas, poderão prosperar' (Dennis Meadows et al. 1992)

Para Mill, a teoria do estado estacionários reflete a ideia de que com o tempo, por sua própria dinâmica, o capitalismo pouco a pouco dará lugar a uma sociedade cujos valores serão mais respeitosos com o ser humano e a natureza; porem, a diferença do economista inglês, notamos que não é assim e acreditamos que só uma ruptura com o sistema capitalista, com o consumismo e o produtivismo pode evitar o desastre. As mentes superficiais e “cornucopianas” (literalmente falando, quem acredita na cornucópia da abundancia) podem por no mesmo saco todos os que propõem uma análise dos “limites” do crescimento os tachando de “pessimistas” (o que é justo para Malthus e Ricardo, mas não é para Mill e Meadows). Em vez disso os partidários do decrescimento tem uma visão que não pode ser descrita como pessimista. Ao contrário, o questionamento da exploração ilimitada dos recursos do planeta só pode ser benéfico para a humanidade. As inovações e melhoras qualitativas por sua vez não tem nenhuma razão para cessarem.”

-Serge Latouche, La sociedade de la abundancia frugal (2011) Tradução Livre.

https://www.facebook.com/decrescimento.e.anarquismo/photos/a.727548993977189.1073741828.723747037690718/737852099613545/?type=1

3 notas

"… o economista Herman Daly, ex-dirigente do Banco Mundial e discípulo de Nicholas Georgescu-Roegen, tentou modelar nos anos 1980 uma economia sem crescimento, porem incluída no paradigma de um desenvolvimento revisado e corrigido. O "Desenvolvimento sustentável”, escreveu, é uma expressão que tem tido umas conotações quase mágicas, e que é, na realidade, contraditória.A expressão se utiliza hoje em dia como um sinônimo de “crescimento sustentável”, conceito que, ao aplicar-se a nossa vida econômica, conduzirá os responsáveis políticos em matéria de meio ambiente e desenvolvimento a uma rua sem saída. Em duas palavras, não se pode seguir crescendo indefinidamente: o crescimento sustentável é uma impossibilidade, e as políticas baseadas neste conceito não são realistas, e inclusive são perigosas. No entanto, Daly não entendeu todas as consequências, a saber, a necessidade de romper com todo o desenvolvimentismo ( o que lhe criticará Nicholas Georgescu-Roegen).'A expressão 'desenvolvimento sustentável' - argumentou - é correta quando se aplica a economia, mas somente quando se interpreta como desenvolvimento sem crescimento, isto é, uma melhora qualitativa da base da economia física que se mantem num estado estável definido pelos limites físicos dos eco-sistemas. Isto é, de fato, um crescimento zero. A cada dia se nota o impacto negativo da economia no eco-sistema que demonstra que inclusive o ritmo atual não pode durar. O atual aumento do uso de recursos parece incrementar os custos ambientais naturais mais rapidamente que os benefícios, o que nos faz mais pobres e não mais ricos. O desenvolvimento sustentável deve ser sustentável sem crescimento.' (Herman Daly, 1996)Esta posição casuística desvaloriza o desperdício do próprio do sistema. Não renuncia nem ao modo de produção nem ao padrão de consumo ou estilo de vida gerados pelo crescimento passado. Equivale a promover a resignação baseada em um imobilismo conservador, porem sem questionar os valores nem a lógica do desenvolvimentismo nem do economicismo. Em consequência nos privamos de contribuições positivas em termos de felicidade coletiva, um decrescimento convivial. Então se poderia dizer que “crescimento zero” equivale ao “decrescimento zero”. No entanto, precisamente para aqueles países ( EUA, Europa e Japão) cuja pegada ecológica representa de três a dez planetas,o crescimento ou o decrescimento zero não é suficiente. É imprescindível levar a cabo uma verdadeira reconversão até uma sociedade frugal.”- Serge Latouche. “La sociedad de la abundancia frugal” (2011), tradução livre.

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"… o economista Herman Daly, ex-dirigente do Banco Mundial e discípulo de Nicholas Georgescu-Roegen, tentou modelar nos anos 1980 uma economia sem crescimento, porem incluída no paradigma de um desenvolvimento revisado e corrigido. O "Desenvolvimento sustentável”, escreveu, é uma expressão que tem tido umas conotações quase mágicas, e que é, na realidade, contraditória.

A expressão se utiliza hoje em dia como um sinônimo de “crescimento sustentável”, conceito que, ao aplicar-se a nossa vida econômica, conduzirá os responsáveis políticos em matéria de meio ambiente e desenvolvimento a uma rua sem saída. Em duas palavras, não se pode seguir crescendo indefinidamente: o crescimento sustentável é uma impossibilidade, e as políticas baseadas neste conceito não são realistas, e inclusive são perigosas. No entanto, Daly não entendeu todas as consequências, a saber, a necessidade de romper com todo o desenvolvimentismo ( o que lhe criticará Nicholas Georgescu-Roegen).

'A expressão 'desenvolvimento sustentável' - argumentou - é correta quando se aplica a economia, mas somente quando se interpreta como desenvolvimento sem crescimento, isto é, uma melhora qualitativa da base da economia física que se mantem num estado estável definido pelos limites físicos dos eco-sistemas. Isto é, de fato, um crescimento zero. A cada dia se nota o impacto negativo da economia no eco-sistema que demonstra que inclusive o ritmo atual não pode durar. O atual aumento do uso de recursos parece incrementar os custos ambientais naturais mais rapidamente que os benefícios, o que nos faz mais pobres e não mais ricos. O desenvolvimento sustentável deve ser sustentável sem crescimento.' (Herman Daly, 1996)

Esta posição casuística desvaloriza o desperdício do próprio do sistema. Não renuncia nem ao modo de produção nem ao padrão de consumo ou estilo de vida gerados pelo crescimento passado. Equivale a promover a resignação baseada em um imobilismo conservador, porem sem questionar os valores nem a lógica do desenvolvimentismo nem do economicismo. Em consequência nos privamos de contribuições positivas em termos de felicidade coletiva, um decrescimento convivial. Então se poderia dizer que “crescimento zero” equivale ao “decrescimento zero”. No entanto, precisamente para aqueles países ( EUA, Europa e Japão) cuja pegada ecológica representa de três a dez planetas,o crescimento ou o decrescimento zero não é suficiente. É imprescindível levar a cabo uma verdadeira reconversão até uma sociedade frugal.”

- Serge Latouche. “La sociedad de la abundancia frugal” (2011), tradução livre.

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Las necesidades humanas fundamentales son las mismas en todas las culturas y en todos los períodos históricos. Lo que cambia a través del tiempo y de las culturas es la manera o los medios utilizados para la satisfacción de las necesidades. Cada sistema económico, social y político adopta diferentes estilos para la satisfacción de las mismas necesidades humanas fundamentales. En cada sistema éstas se satisfacen (o no) a través de la generación (o no generación) de diferentes tipos de satisfactores. Uno de los aspectos que define una cultura es su elección de satisfactores.

6 notas

«El caracol construye la delicada arquitectura de su concha añadiendo una tras otra las espiras cada vez más amplias; después cesa bruscamente y comienza a enroscarse esta vez en decrecimiento, ya que una sola espira más daría a la concha una dimensión 16 veces más grande, lo que en lugar de contribuir al bienestar del animal, lo sobrecargaría. Y desde entonces, cualquier aumento de su productividad serviría sólo para paliar las dificultades creadas por esta ampliación de la concha, fuera de los límites fijados por su finalidad. Pasado el punto límite de la ampliación de las espiras, los problemas del sobrecrecimiento se multiplican en progresión geométrica, mientras que la capacidad biológica del caracol sólo puede, en el mejor de los casos, seguir una progresión aritmética».
Ivan Illich. (via cozuk)

8 notas

Hay que trabajar menos para ganar más, porque cuanto más se trabaja, menos se gana. Es la ley del mercado. Si trabajas más, incrementas la oferta de trabajo, y como la demanda no aumenta, los salarios bajan. Cuanto más se trabaja más se hace descender los salarios. Hay que trabajar menos horas para que trabajemos todos, pero, sobre todo, trabajar menos para vivir mejor. Esto es más importante y más subversivo. Nos hemos convertido en enfermos, toxicodependientes del trabajo. ¿Y qué hace la gente cuando le reducen el tiempo de trabajo? Ver la tele. La tele es el veneno por excelencia, el vehículo para la colonización del imaginario.
Serge Latouche (via cozuk)

13 notas

homometropolis:

Fabricados para no durar

Baterías que se ‘mueren’ a los 18 meses de ser estrenadas, impresoras que se bloquean al llegar a un número determinado de impresiones, bombillas que se funden a las mil horas… ¿Por qué, pese a los avances tecnológicos, los productos de consumo duran cada vez menos?

18 notas

Surge la pregunta: ¿productividad para qué? La respuesta que siempre se da es naturalmente iluminadora: evidentemente para la satisfacción de las necesidades. […] Pero si el concepto de necesidad incluye tanto la alimentación, los vestidos, las viviendas, como también bombas, máquinas de entretenimiento y la aniquilación de medios de vida invendibles, entonces podemos afirmar sin peligro que el concepto es tan incorrecto como inservible para la definición de una productividad legítima, y tenemos el derecho de dejar abierta la pregunta: ¿productividad para qué?
Marcuse, La idea de progreso a la luz del psicoanálisis. (via cuatropatas)

16 notas

Cristián Vila Riquelme
Tal como durante los convulsionados días de la Guerra Civil española, cuando en Cataluña - a pesar de toda la violencia y las dificultades ocasionadas por aquélla - los aires libertarios mostraban ser más que simples utopías, en la agitada Ukrania de los años de la Revolución bolchevique, las comunas libres rurales, organizadas por el movimiento anarquista del campesino Néstor Makhno bajo el grito de “Tierra y Libertad”, daban paso a formas hasta ese momento inéditas de organización social. Como lo destaca Daniel Guérin en su obra El Anarquismo:
"La organización autónoma de las masas campesinas que se constituyó por su iniciativa inmediatamente después del movimiento de octubre, abarcaba una región poblada por siete millones de habitantes que formaba una suerte de círculo de 280 por 250 kilómetros. La extremidad sur de esta zona llegaba al mar de Azov, incluyendo el puerto de Brediansk. Su centro era Guliai-Polié, pueblo que tenía entre veinte y treinta mil habitantes. Esta región era tradicionalmente rebelde. En 1905, fue teatro de violentos disturbios."
Con la “toma” definitiva de Guliai-Polié a mediados de septiembre de 1918 por parte de los guerrilleros makhnovistas, comenzaron a aplicarse los principios del comunismo libertario y los campesinos se organizaron en comunas libres - cuyas unidades de producción estaban federadas en distritos que, a su vez, se federaban en regiones - y donde cada cual trabajaba según sus capacidades y sus fuerzas; además, quienes eran elegidos para cumplir tareas administrativas, una vez terminadas sus gestiones, volvían a sus labores habituales. De ese modo, en todo ese vasto territorio, la sociedad rural se organizó según el principio de la autogestión libertaria. Este movimiento fue conocido por una derivación del nombre de su principal gestor: la makhnovitchina, sin que por eso cayera en prácticas de tipo autoritario. Tanto así que, cada vez que los guerrilleros makhnovistas entraban a alguna aldea o región, colocaban carteles con la siguiente leyenda:
"La libertad de los campesinos y de los obreros les pertenece y no puede ni debe sufrir restricción alguna. Corresponde a los propios campesinos y obreros actuar, organizarse, entenderse en todos los dominios de la vida, siguiendo sus ideas y deseos […]. Los makhnovistas sólo pueden ayudarlos dándoles consejos u opiniones […]. Pero no pueden ni quieren, en ningún caso, gobernarlos."
(en Néstor Makhno, el cosaco de la anarquía; Alexander Skirda).
Lamentablemente, y por razones parecidas al ocaso del movimiento anarquista conducido por Buenaventura Durruti en la Cataluña de los años 30, en plena Guerra Civil, el movimiento makhnovista hubo de luchar constantemente una guerra de guerrillas implacable, atacado tanto por el Ejército Rojo de los bolcheviques como por el Ejército Blanco de los zaristas de Denikin y Wrangel, que le impidió llevar a buen fin sus proyectos de organización social.
Nacido el 27 de octubre de 1889, Néstor Makhno fue el quinto hijo de una familia de campesinos pobres originarios de Guliai-Polié, y realizó todos los trabajos propios de su condición, interrumpiendo su educación escolar - impartida sólo en invierno - a los doce años. Con la revolución de 1905 adhirió a las ideas libertarias y participó en diferentes acciones en contra de la reforma de Stolipin, tales como incendios de propiedades señoriales y de campesinos ricos. Por la muerte de un comisario de policía fue arrestado en 1908 y condenado a la pena capital, pena que le fue cambiada por trabajos forzados a perpetuidad a causa de su edad. En prisión, como ha sido el caso de muchos revolucionarios a lo largo de la historia, Makhno no sólo completó su formación libertaria, gracias a un viejo anarquista, Piotr Archinov (autor, posteriormente, de un libro imprescindible: El movimiento makhnovista), sino que también aprendió gramática rusa, historia y economía política.
Pronto se destacó por su irreductible y recalcitrante rebeldía, que expresaba a través de incendiarios y casi cotidianos panfletos, lo que además lo condujo a pasar la mayor parte de su estadía en la prisión central de Moscú encadenado o incomunicado. Apenas liberado como consecuencia de la revolución de febrero de 1917, Makhno regresó a su Ukrania natal para organizar la Unión de Campesinos de Guliai-Polié, según los preceptos del comunismo libertario.
Incorporados al Soviet de campesinos y obreros de la aldea, Makhno es elegido presidente de éste, y a finales de agosto de 1917, dicho Soviet procede al “desarme de toda la burguesía y a la abolición de sus derechos sobre los bienes del pueblo”, ejemplo seguido rápidamente por los diversos Soviets ukranianos.
Luego de la revolución de octubre, la consigna bolchevique: La tierra para los campesinos, las fábricas para los obreros, produjo grandes ilusiones en los medios anarquistas, pero dichas ilusiones se vienen rápidamente por tierra al surgir el verdadero carácter del partido bolchevique y de su revolución “de arriba hacia abajo” - o a través de la Dictadura del Proletariado. Dicha impostura es denunciada también por Makhno, que se transforma por ello en “el enemigo que hay que eliminar” y es presentado por los bolcheviques como un simple y vulgar bandido, fanático y cruel. Lo que no les impide aliarse en dos oportunidades al movimiento makhnovista para luchar contra Denikine y Wrangel, y una vez establecida la victoria sobre los Ejércitos Blancos, eliminarlo, persiguiéndolo incluso más allá de su muerte en el exilio en París (por la tuberculosis adquirida en las prisiones zaristas), el 27 de julio de 1934, al tratar de minimizar su importancia histórica dentro del movimiento social y revolucionario.
Como lo destaca en esa fecha Pierre Berland, corresponsal de Le Temps - ancestro de Le Monde - en su artículo necrológico:
"Los periódicos soviéticos no encontraron un espacio para consagrar al líder anarquista un artículo necrológico, ni siquiera una línea al pie de su sexta página para anunciar su muerte… Sin embargo, es una figura bien especial este Néstor Makhno y ninguna conspiración de silencio podrá hacer olvidar el papel importante que el popular ‘Batko’ tuvo durante la revolución rusa, en particular en la lucha contra Denikine. […] ¿Su programa político? Anarquista, quiso otorgar a los campesinos la tierra, a los obreros las fábricas, con toda propiedad y les aconsejó organizarse en federaciones de comunas libres. Es decir vio sus enemigos en los generales blancos que querían el retorno de los grandes propietarios rurales. […] Se alió varias veces con los bolcheviques, que consideraba por el momento como un mal menor. […] Los actos de pillaje, de terror o de antisemitismo eran severamente castigados por Makhno y sus compañeros […] y trató de realizar algunas de sus ‘utopías’, la supresión de las prisiones, la organización de la vida comunal, las ‘comunas libres’, los ‘soviets de obreros’ del cual no excluía ninguna categoría social. [Bajo ese efímero estado de cosas] la libertad de prensa fue completa, y se permitió tanto la publicación de periódicos socialistas revolucionarios de derecha y de izquierda como de órganos bolcheviques junto a publicaciones anarquistas. […] Está fuera de duda que la derrota de Denikine se explica por las insurrecciones campesinas que enarbolaban la bandera negra de Makhno, más que por los éxitos del ejército regular de Trotsky. Las bandas de partisanos del ‘Batko’ inclinaron la balanza a favor de los rojos, y si Moscú quiere hoy día olvidarlo, la historia imparcial lo tomará en cuenta".

Cristián Vila Riquelme

Tal como durante los convulsionados días de la Guerra Civil española, cuando en Cataluña - a pesar de toda la violencia y las dificultades ocasionadas por aquélla - los aires libertarios mostraban ser más que simples utopías, en la agitada Ukrania de los años de la Revolución bolchevique, las comunas libres rurales, organizadas por el movimiento anarquista del campesino Néstor Makhno bajo el grito de “Tierra y Libertad”, daban paso a formas hasta ese momento inéditas de organización social. Como lo destaca Daniel Guérin en su obra El Anarquismo:

"La organización autónoma de las masas campesinas que se constituyó por su iniciativa inmediatamente después del movimiento de octubre, abarcaba una región poblada por siete millones de habitantes que formaba una suerte de círculo de 280 por 250 kilómetros. La extremidad sur de esta zona llegaba al mar de Azov, incluyendo el puerto de Brediansk. Su centro era Guliai-Polié, pueblo que tenía entre veinte y treinta mil habitantes. Esta región era tradicionalmente rebelde. En 1905, fue teatro de violentos disturbios."

Con la “toma” definitiva de Guliai-Polié a mediados de septiembre de 1918 por parte de los guerrilleros makhnovistas, comenzaron a aplicarse los principios del comunismo libertario y los campesinos se organizaron en comunas libres - cuyas unidades de producción estaban federadas en distritos que, a su vez, se federaban en regiones - y donde cada cual trabajaba según sus capacidades y sus fuerzas; además, quienes eran elegidos para cumplir tareas administrativas, una vez terminadas sus gestiones, volvían a sus labores habituales. De ese modo, en todo ese vasto territorio, la sociedad rural se organizó según el principio de la autogestión libertaria. Este movimiento fue conocido por una derivación del nombre de su principal gestor: la makhnovitchina, sin que por eso cayera en prácticas de tipo autoritario. Tanto así que, cada vez que los guerrilleros makhnovistas entraban a alguna aldea o región, colocaban carteles con la siguiente leyenda:

"La libertad de los campesinos y de los obreros les pertenece y no puede ni debe sufrir restricción alguna. Corresponde a los propios campesinos y obreros actuar, organizarse, entenderse en todos los dominios de la vida, siguiendo sus ideas y deseos […]. Los makhnovistas sólo pueden ayudarlos dándoles consejos u opiniones […]. Pero no pueden ni quieren, en ningún caso, gobernarlos."

(en Néstor Makhno, el cosaco de la anarquía; Alexander Skirda).

Lamentablemente, y por razones parecidas al ocaso del movimiento anarquista conducido por Buenaventura Durruti en la Cataluña de los años 30, en plena Guerra Civil, el movimiento makhnovista hubo de luchar constantemente una guerra de guerrillas implacable, atacado tanto por el Ejército Rojo de los bolcheviques como por el Ejército Blanco de los zaristas de Denikin y Wrangel, que le impidió llevar a buen fin sus proyectos de organización social.

Nacido el 27 de octubre de 1889, Néstor Makhno fue el quinto hijo de una familia de campesinos pobres originarios de Guliai-Polié, y realizó todos los trabajos propios de su condición, interrumpiendo su educación escolar - impartida sólo en invierno - a los doce años. Con la revolución de 1905 adhirió a las ideas libertarias y participó en diferentes acciones en contra de la reforma de Stolipin, tales como incendios de propiedades señoriales y de campesinos ricos. Por la muerte de un comisario de policía fue arrestado en 1908 y condenado a la pena capital, pena que le fue cambiada por trabajos forzados a perpetuidad a causa de su edad. En prisión, como ha sido el caso de muchos revolucionarios a lo largo de la historia, Makhno no sólo completó su formación libertaria, gracias a un viejo anarquista, Piotr Archinov (autor, posteriormente, de un libro imprescindible: El movimiento makhnovista), sino que también aprendió gramática rusa, historia y economía política.

Pronto se destacó por su irreductible y recalcitrante rebeldía, que expresaba a través de incendiarios y casi cotidianos panfletos, lo que además lo condujo a pasar la mayor parte de su estadía en la prisión central de Moscú encadenado o incomunicado. Apenas liberado como consecuencia de la revolución de febrero de 1917, Makhno regresó a su Ukrania natal para organizar la Unión de Campesinos de Guliai-Polié, según los preceptos del comunismo libertario.

Incorporados al Soviet de campesinos y obreros de la aldea, Makhno es elegido presidente de éste, y a finales de agosto de 1917, dicho Soviet procede al “desarme de toda la burguesía y a la abolición de sus derechos sobre los bienes del pueblo”, ejemplo seguido rápidamente por los diversos Soviets ukranianos.

Luego de la revolución de octubre, la consigna bolchevique: La tierra para los campesinos, las fábricas para los obreros, produjo grandes ilusiones en los medios anarquistas, pero dichas ilusiones se vienen rápidamente por tierra al surgir el verdadero carácter del partido bolchevique y de su revolución “de arriba hacia abajo” - o a través de la Dictadura del Proletariado. Dicha impostura es denunciada también por Makhno, que se transforma por ello en “el enemigo que hay que eliminar” y es presentado por los bolcheviques como un simple y vulgar bandido, fanático y cruel. Lo que no les impide aliarse en dos oportunidades al movimiento makhnovista para luchar contra Denikine y Wrangel, y una vez establecida la victoria sobre los Ejércitos Blancos, eliminarlo, persiguiéndolo incluso más allá de su muerte en el exilio en París (por la tuberculosis adquirida en las prisiones zaristas), el 27 de julio de 1934, al tratar de minimizar su importancia histórica dentro del movimiento social y revolucionario.

Como lo destaca en esa fecha Pierre Berland, corresponsal de Le Temps - ancestro de Le Monde - en su artículo necrológico:

"Los periódicos soviéticos no encontraron un espacio para consagrar al líder anarquista un artículo necrológico, ni siquiera una línea al pie de su sexta página para anunciar su muerte… Sin embargo, es una figura bien especial este Néstor Makhno y ninguna conspiración de silencio podrá hacer olvidar el papel importante que el popular ‘Batko’ tuvo durante la revolución rusa, en particular en la lucha contra Denikine. […] ¿Su programa político? Anarquista, quiso otorgar a los campesinos la tierra, a los obreros las fábricas, con toda propiedad y les aconsejó organizarse en federaciones de comunas libres. Es decir vio sus enemigos en los generales blancos que querían el retorno de los grandes propietarios rurales. […] Se alió varias veces con los bolcheviques, que consideraba por el momento como un mal menor. […] Los actos de pillaje, de terror o de antisemitismo eran severamente castigados por Makhno y sus compañeros […] y trató de realizar algunas de sus ‘utopías’, la supresión de las prisiones, la organización de la vida comunal, las ‘comunas libres’, los ‘soviets de obreros’ del cual no excluía ninguna categoría social. [Bajo ese efímero estado de cosas] la libertad de prensa fue completa, y se permitió tanto la publicación de periódicos socialistas revolucionarios de derecha y de izquierda como de órganos bolcheviques junto a publicaciones anarquistas. […] Está fuera de duda que la derrota de Denikine se explica por las insurrecciones campesinas que enarbolaban la bandera negra de Makhno, más que por los éxitos del ejército regular de Trotsky. Las bandas de partisanos del ‘Batko’ inclinaron la balanza a favor de los rojos, y si Moscú quiere hoy día olvidarlo, la historia imparcial lo tomará en cuenta".

4 notas

O Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros é um momento de celebração da cultura popular brasileira e de intersecção entre as mais diversas manifestações da cultura tradicional espalhadas pelo centro-oeste e por todo o país. Cada um a seu tempo e a sua maneira reproduzindo com orgulho seus ritos e festejos.

Índios, mestres e brincantes, donos de um conhecimento milenar estarão ao nosso lado para prosas, oficinas e apresentações, compartilhando histórias e costumes. Violeiros, catireiros, artistas circenses, capoeiristas. Velhos, crianças e adolescentes em total sintonia com a natureza e com nossa diversidade cultural. Maracatus, congadas, folias, fandango e carimbó.

Somado a isso, o cenário encantador da Vila de São Jorge, com sua gente simples, seu céu estrelado e a imensidão da Chapada dos Veadeiros ao fundo. Participe conosco e nos apóie nesta experiência inesquecível.

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The Meeting of Traditional Cultures of the Chapada dos Veadeiros is a time of celebration of Brazilian popular culture and the intersection between the various manifestations of traditional culture around the Midwest and throughout the country. Each in its own time and way playing with pride their rites and festivities.
Indians, teachers and revelers, owners of an ancient knowledge will be alongside us for prose, workshops and presentations, sharing stories and customs. Guitar players, catireiros, circus performers, capoeira. Old men, children and adolescents in total harmony with nature, and with our cultural diversity.
Added to this, the enchanting scenery of the town of St. George, with its simple people, their starry sky and the immensity of the Chapada dos Veadeiros in the background. Join us and support us in this unforgettable experience.

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El Encuentro de Culturas Tradicionales de la Chapada dos Veadeiros es un momento de celebración de la cultura popular brasileña y la intersección entre las diversas manifestaciones de la cultura tradicional en todo el Medio Oeste y en todo el país. Cada uno en su propio tiempo y manera de jugar con orgullo sus ritos y festividades.
Indios, los profesores y juerguistas, los propietarios de un conocimiento antiguo se junto a nosotros para la prosa, talleres y presentaciones, compartiendo historias y costumbres. Guitar jugadores, catireiros, artistas de circo, capoeira. Ancianos, niños y adolescentes en total armonía con la naturaleza y nuestra diversidad cultural.
Sumado a esto, el encantador paisaje de la ciudad de San Jorge, con su gente sencilla, su cielo estrellado y la inmensidad de la Chapada dos Veadeiros, en el fondo. Únase a nosotros y nos apoyen en esta inolvidable experiencia.

5 notas

" A frugalidade permite precisamente reconstruir uma sociedade de abundância baseada no que Ivan Illich chamava de "subsistência moderna". Ou seja:'O modo de vida em uma economia pós-industrial no seio da qual as pessoas conseguiram reduzir sua dependência do mercado, e proteger - por meios políticos - uma infraestrutura na qual os instrumentos e as técnicas servem, em primeiro lugar, para criar valores de uso não quantificados e não quantificáveis pelos fabricantes profissionais de necessidades.’ (Ivan Illich, 1977)O crescimento do bem estar é o caminho real do decrescimento, porque sendo felizes estaremos menos sujeitos a televisão, a propaganda, a publicidade e as compras compulsivas. Se trata basicamente de sair do imaginário do desenvolvimento e do crescimento, reintegrar o campo econômico no social e no político, superá-lo com a intenção de aboli-lo - como o marxismo havia prometido, mas nunca levou a cabo. Em 1923, o pensador marxista mais lúcido de seu tempo, George Lukács, escrevia sobre a futura economia socialista:'Esta “economia”, no entanto, não tem a função que cumpria anteriormente a economia: deve, antes de tudo, estar a serviço da sociedade conscientemente planificada, deve perder sua imanência, sua autonomia, que a fazia propriamente uma economia, e deve ser suprimida como economia.' (George Lukács, 1923)De fato, o decrescimento trata de vincular-se a essa concepção de socialismo. A abundância frugal é um horizonte pleno de significado para sair da sociedade de consumo, porem no contexto atual de depressão e repressão trás também um objetivo político a curto prazo diante das pseudo-terapias keynesianas ou neoliberais.” -Serge Latouche, em “La sociedad de la abundancia frugal”, tradução livre.https://www.facebook.com/decrescimento.e.anarquismo?ref_type=bookmark

" A frugalidade permite precisamente reconstruir uma sociedade de abundância baseada no que Ivan Illich chamava de "subsistência moderna". Ou seja:

'O modo de vida em uma economia pós-industrial no seio da qual as pessoas conseguiram reduzir sua dependência do mercado, e proteger - por meios políticos - uma infraestrutura na qual os instrumentos e as técnicas servem, em primeiro lugar, para criar valores de uso não quantificados e não quantificáveis pelos fabricantes profissionais de necessidades.’ (Ivan Illich, 1977)

O crescimento do bem estar é o caminho real do decrescimento, porque sendo felizes estaremos menos sujeitos a televisão, a propaganda, a publicidade e as compras compulsivas. Se trata basicamente de sair do imaginário do desenvolvimento e do crescimento, reintegrar o campo econômico no social e no político, superá-lo com a intenção de aboli-lo - como o marxismo havia prometido, mas nunca levou a cabo. Em 1923, o pensador marxista mais lúcido de seu tempo, George Lukács, escrevia sobre a futura economia socialista:

'Esta “economia”, no entanto, não tem a função que cumpria anteriormente a economia: deve, antes de tudo, estar a serviço da sociedade conscientemente planificada, deve perder sua imanência, sua autonomia, que a fazia propriamente uma economia, e deve ser suprimida como economia.' (George Lukács, 1923)

De fato, o decrescimento trata de vincular-se a essa concepção de socialismo. A abundância frugal é um horizonte pleno de significado para sair da sociedade de consumo, porem no contexto atual de depressão e repressão trás também um objetivo político a curto prazo diante das pseudo-terapias keynesianas ou neoliberais.” 

-Serge Latouche, em “La sociedad de la abundancia frugal”, tradução livre.

https://www.facebook.com/decrescimento.e.anarquismo?ref_type=bookmark

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