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"La Persistencia de la Memoria"

Fotomontaje realizado por Andrés Cruzat y publicado en su Galeria de Flickr, reune fotos originales tomadas por: Horacio Villalobos, Köen Wessing, Chas Gerretsen y David Burnett.

5 051 notas

"Finalmente, é indiscutível que o conceito de uma sociedade de decrescimento recorda o estado estacionário de Mill ou as primeiras aspirações de alguns defensores do desenvolvimento sustentável. Os autores do primeiro informe ao Club de Roma (Meadowns et al.) apontam tal como escreveu John Stuart Mill:'A população e o capital são as duas grandes constantes que hão de permanecer em um mundo em equilíbrio. Todas as atividades humanas que não suponham um consumo excessivo de materiais insubstituíveis, que não degradem irreversivelmente o meio ambiente, poderão crescer indefinidamente. Em particular, aquelas atividades que muitos consideram as mais desejáveis e mais satisfatórias, como a educação, a arte, a religião, a investigação fundamental, os esportes e as relações humanas, poderão prosperar' (Dennis Meadows et al. 1992)Para Mill, a teoria do estado estacionários reflete a ideia de que com o tempo, por sua própria dinâmica, o capitalismo pouco a pouco dará lugar a uma sociedade cujos valores serão mais respeitosos com o ser humano e a natureza; porem, a diferença do economista inglês, notamos que não é assim e acreditamos que só uma ruptura com o sistema capitalista, com o consumismo e o produtivismo pode evitar o desastre. As mentes superficiais e “cornucopianas” (literalmente falando, quem acredita na cornucópia da abundancia) podem por no mesmo saco todos os que propõem uma análise dos “limites” do crescimento os tachando de “pessimistas” (o que é justo para Malthus e Ricardo, mas não é para Mill e Meadows). Em vez disso os partidários do decrescimento tem uma visão que não pode ser descrita como pessimista. Ao contrário, o questionamento da exploração ilimitada dos recursos do planeta só pode ser benéfico para a humanidade. As inovações e melhoras qualitativas por sua vez não tem nenhuma razão para cessarem.”-Serge Latouche, La sociedade de la abundancia frugal (2011) Tradução Livre.https://www.facebook.com/decrescimento.e.anarquismo/photos/a.727548993977189.1073741828.723747037690718/737852099613545/?type=1

"Finalmente, é indiscutível que o conceito de uma sociedade de decrescimento recorda o estado estacionário de Mill ou as primeiras aspirações de alguns defensores do desenvolvimento sustentável. Os autores do primeiro informe ao Club de Roma (Meadowns et al.) apontam tal como escreveu John Stuart Mill:

'A população e o capital são as duas grandes constantes que hão de permanecer em um mundo em equilíbrio. Todas as atividades humanas que não suponham um consumo excessivo de materiais insubstituíveis, que não degradem irreversivelmente o meio ambiente, poderão crescer indefinidamente. Em particular, aquelas atividades que muitos consideram as mais desejáveis e mais satisfatórias, como a educação, a arte, a religião, a investigação fundamental, os esportes e as relações humanas, poderão prosperar' (Dennis Meadows et al. 1992)

Para Mill, a teoria do estado estacionários reflete a ideia de que com o tempo, por sua própria dinâmica, o capitalismo pouco a pouco dará lugar a uma sociedade cujos valores serão mais respeitosos com o ser humano e a natureza; porem, a diferença do economista inglês, notamos que não é assim e acreditamos que só uma ruptura com o sistema capitalista, com o consumismo e o produtivismo pode evitar o desastre. As mentes superficiais e “cornucopianas” (literalmente falando, quem acredita na cornucópia da abundancia) podem por no mesmo saco todos os que propõem uma análise dos “limites” do crescimento os tachando de “pessimistas” (o que é justo para Malthus e Ricardo, mas não é para Mill e Meadows). Em vez disso os partidários do decrescimento tem uma visão que não pode ser descrita como pessimista. Ao contrário, o questionamento da exploração ilimitada dos recursos do planeta só pode ser benéfico para a humanidade. As inovações e melhoras qualitativas por sua vez não tem nenhuma razão para cessarem.”

-Serge Latouche, La sociedade de la abundancia frugal (2011) Tradução Livre.

https://www.facebook.com/decrescimento.e.anarquismo/photos/a.727548993977189.1073741828.723747037690718/737852099613545/?type=1

3 notas

"… o economista Herman Daly, ex-dirigente do Banco Mundial e discípulo de Nicholas Georgescu-Roegen, tentou modelar nos anos 1980 uma economia sem crescimento, porem incluída no paradigma de um desenvolvimento revisado e corrigido. O "Desenvolvimento sustentável”, escreveu, é uma expressão que tem tido umas conotações quase mágicas, e que é, na realidade, contraditória.A expressão se utiliza hoje em dia como um sinônimo de “crescimento sustentável”, conceito que, ao aplicar-se a nossa vida econômica, conduzirá os responsáveis políticos em matéria de meio ambiente e desenvolvimento a uma rua sem saída. Em duas palavras, não se pode seguir crescendo indefinidamente: o crescimento sustentável é uma impossibilidade, e as políticas baseadas neste conceito não são realistas, e inclusive são perigosas. No entanto, Daly não entendeu todas as consequências, a saber, a necessidade de romper com todo o desenvolvimentismo ( o que lhe criticará Nicholas Georgescu-Roegen).'A expressão 'desenvolvimento sustentável' - argumentou - é correta quando se aplica a economia, mas somente quando se interpreta como desenvolvimento sem crescimento, isto é, uma melhora qualitativa da base da economia física que se mantem num estado estável definido pelos limites físicos dos eco-sistemas. Isto é, de fato, um crescimento zero. A cada dia se nota o impacto negativo da economia no eco-sistema que demonstra que inclusive o ritmo atual não pode durar. O atual aumento do uso de recursos parece incrementar os custos ambientais naturais mais rapidamente que os benefícios, o que nos faz mais pobres e não mais ricos. O desenvolvimento sustentável deve ser sustentável sem crescimento.' (Herman Daly, 1996)Esta posição casuística desvaloriza o desperdício do próprio do sistema. Não renuncia nem ao modo de produção nem ao padrão de consumo ou estilo de vida gerados pelo crescimento passado. Equivale a promover a resignação baseada em um imobilismo conservador, porem sem questionar os valores nem a lógica do desenvolvimentismo nem do economicismo. Em consequência nos privamos de contribuições positivas em termos de felicidade coletiva, um decrescimento convivial. Então se poderia dizer que “crescimento zero” equivale ao “decrescimento zero”. No entanto, precisamente para aqueles países ( EUA, Europa e Japão) cuja pegada ecológica representa de três a dez planetas,o crescimento ou o decrescimento zero não é suficiente. É imprescindível levar a cabo uma verdadeira reconversão até uma sociedade frugal.”- Serge Latouche. “La sociedad de la abundancia frugal” (2011), tradução livre.

https://www.facebook.com/decrescimento.e.anarquismo/photos/a.727548993977189.1073741828.723747037690718/732863016779120/?type=1

"… o economista Herman Daly, ex-dirigente do Banco Mundial e discípulo de Nicholas Georgescu-Roegen, tentou modelar nos anos 1980 uma economia sem crescimento, porem incluída no paradigma de um desenvolvimento revisado e corrigido. O "Desenvolvimento sustentável”, escreveu, é uma expressão que tem tido umas conotações quase mágicas, e que é, na realidade, contraditória.

A expressão se utiliza hoje em dia como um sinônimo de “crescimento sustentável”, conceito que, ao aplicar-se a nossa vida econômica, conduzirá os responsáveis políticos em matéria de meio ambiente e desenvolvimento a uma rua sem saída. Em duas palavras, não se pode seguir crescendo indefinidamente: o crescimento sustentável é uma impossibilidade, e as políticas baseadas neste conceito não são realistas, e inclusive são perigosas. No entanto, Daly não entendeu todas as consequências, a saber, a necessidade de romper com todo o desenvolvimentismo ( o que lhe criticará Nicholas Georgescu-Roegen).

'A expressão 'desenvolvimento sustentável' - argumentou - é correta quando se aplica a economia, mas somente quando se interpreta como desenvolvimento sem crescimento, isto é, uma melhora qualitativa da base da economia física que se mantem num estado estável definido pelos limites físicos dos eco-sistemas. Isto é, de fato, um crescimento zero. A cada dia se nota o impacto negativo da economia no eco-sistema que demonstra que inclusive o ritmo atual não pode durar. O atual aumento do uso de recursos parece incrementar os custos ambientais naturais mais rapidamente que os benefícios, o que nos faz mais pobres e não mais ricos. O desenvolvimento sustentável deve ser sustentável sem crescimento.' (Herman Daly, 1996)

Esta posição casuística desvaloriza o desperdício do próprio do sistema. Não renuncia nem ao modo de produção nem ao padrão de consumo ou estilo de vida gerados pelo crescimento passado. Equivale a promover a resignação baseada em um imobilismo conservador, porem sem questionar os valores nem a lógica do desenvolvimentismo nem do economicismo. Em consequência nos privamos de contribuições positivas em termos de felicidade coletiva, um decrescimento convivial. Então se poderia dizer que “crescimento zero” equivale ao “decrescimento zero”. No entanto, precisamente para aqueles países ( EUA, Europa e Japão) cuja pegada ecológica representa de três a dez planetas,o crescimento ou o decrescimento zero não é suficiente. É imprescindível levar a cabo uma verdadeira reconversão até uma sociedade frugal.”

- Serge Latouche. “La sociedad de la abundancia frugal” (2011), tradução livre.

https://www.facebook.com/decrescimento.e.anarquismo/photos/a.727548993977189.1073741828.723747037690718/732863016779120/?type=1

Las necesidades humanas fundamentales son las mismas en todas las culturas y en todos los períodos históricos. Lo que cambia a través del tiempo y de las culturas es la manera o los medios utilizados para la satisfacción de las necesidades. Cada sistema económico, social y político adopta diferentes estilos para la satisfacción de las mismas necesidades humanas fundamentales. En cada sistema éstas se satisfacen (o no) a través de la generación (o no generación) de diferentes tipos de satisfactores. Uno de los aspectos que define una cultura es su elección de satisfactores.

6 notas

«El caracol construye la delicada arquitectura de su concha añadiendo una tras otra las espiras cada vez más amplias; después cesa bruscamente y comienza a enroscarse esta vez en decrecimiento, ya que una sola espira más daría a la concha una dimensión 16 veces más grande, lo que en lugar de contribuir al bienestar del animal, lo sobrecargaría. Y desde entonces, cualquier aumento de su productividad serviría sólo para paliar las dificultades creadas por esta ampliación de la concha, fuera de los límites fijados por su finalidad. Pasado el punto límite de la ampliación de las espiras, los problemas del sobrecrecimiento se multiplican en progresión geométrica, mientras que la capacidad biológica del caracol sólo puede, en el mejor de los casos, seguir una progresión aritmética».
Ivan Illich. (via cozuk)

8 notas

Hay que trabajar menos para ganar más, porque cuanto más se trabaja, menos se gana. Es la ley del mercado. Si trabajas más, incrementas la oferta de trabajo, y como la demanda no aumenta, los salarios bajan. Cuanto más se trabaja más se hace descender los salarios. Hay que trabajar menos horas para que trabajemos todos, pero, sobre todo, trabajar menos para vivir mejor. Esto es más importante y más subversivo. Nos hemos convertido en enfermos, toxicodependientes del trabajo. ¿Y qué hace la gente cuando le reducen el tiempo de trabajo? Ver la tele. La tele es el veneno por excelencia, el vehículo para la colonización del imaginario.
Serge Latouche (via cozuk)

14 notas

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